{"id":41,"date":"2014-01-10T22:07:04","date_gmt":"2014-01-10T22:07:04","guid":{"rendered":"http:\/\/polegarmente.me\/?page_id=41"},"modified":"2014-02-18T17:21:49","modified_gmt":"2014-02-18T17:21:49","slug":"prolegomenos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/polegarmente.me\/?page_id=41","title":{"rendered":"Proleg\u00f3menos"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #01a9db;\">Nota marginal um<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho o privil\u00e9gio de pertencer ao Cineclube de Amarante. Sou contempladora de filmes. Nem a primeira afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 premissa, nem a segunda conclus\u00e3o necess\u00e1ria. Mas este elo, esta alian\u00e7a, proporciona-me o acesso a v\u00e1rios tipos de cinematografias. Sou presenteada todas as semanas com um filme. E, de vez em quando, h\u00e1 filmes que exercem em mim um efeito encantat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agrada-me esta Arte que, na contemporaneidade, conjuga a imagem em movimento com os sons,\u00a0 as interpreta\u00e7\u00f5es dos actores, a mestria do realizador e do argumentista. \u00c9 uma Arte poderosa pela\u00a0 capacidade que tem em originar emo\u00e7\u00f5es e ser pretexto de cogita\u00e7\u00f5es. E pela sua din\u00e2mica singular \u00e9 aberta a m\u00faltiplas re-interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sou despertada por ideias, imagens, sons, associa\u00e7\u00f5es, espa\u00e7os e cores e invadida por sentimentos ind\u00f3mitos. Registo\u00a0 num caderninho esse deslumbramento.\u00a0 \u00c9 esse o elemento invariante e convergente desta viagem cinematogr\u00e1fica. Senti necessidade de coligir esses rascunhos, de partilhar essas pequenas notas marginais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho gostos, prefer\u00eancias, mas n\u00e3o sou cr\u00edtica de Arte. Gosto dela e ela retribui-me possibilitando-me atrav\u00e9s da atitude est\u00e9tica que me evada da pequenez . Da minha e\u00a0 da dos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #01a9db;\">Nota marginal dois<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Referi-me, na nota marginal precedente,\u00a0 a uma \u00abviagem cinematogr\u00e1fica\u00bb mas este blogue n\u00e3o ser\u00e1 apenas um espa\u00e7o de frui\u00e7\u00e3o-reflex\u00e3o sobre os filmes revisitados. Sim, recuso-lhe a identidade a<i>\u00a0priori<\/i>. Contradigo-me. DesMinto-me. Somos um, mas com m\u00faltiplas identidades. Somos todas as artes apesar de sermos um. \u00c9 que toda a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 sustentada por um universo imag\u00e9tico.\u00a0 E acrescento: n\u00e3o obedecerei ao novo acordo ortogr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #01a9db;\">Nota marginal tr\u00eas<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pese embora as cria\u00e7\u00f5es sejam filhas do tempo, superam-no. N\u00e3o haver\u00e1, neste blogue, preocupa\u00e7\u00f5es cronol\u00f3gicas, inclus\u00f5es nos ismos, nem\u00a0 certid\u00f5es de nascimento e de \u00f3bito. S\u00f3\u00a0 notas marginais, cogita\u00e7\u00f5es, fruto de contempla\u00e7\u00f5es. E estas oscilar\u00e3o entre dois ritmos distintos de escrita, da brevidade \u00e0 prolixidade. Se o leitor tiver paci\u00eancia poder\u00e1 acompanh\u00e1-las; caso contr\u00e1rio, paci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #01a9db;\">Nota marginal quatro<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que as capacidades de sentir e de querer sejam infinitas,\u00a0 o (meu) entendimento n\u00e3o o \u00e9.\u00a0 Escrever implica a submiss\u00e3o ao\u00a0<i>logos<\/i>\u00a0e as palavras afiguram-se-me finitas. S\u00f3 os grandes Mestres conseguem libertar-se\u00a0 das palavras e, simultaneamente, pertencer-lhes. Firmei um pacto assaz peculiar: nunca escrever sem fruir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Declaro que a minha obrigatoriedade em alimentar o\u00a0<b>PolegarMente<\/b>\u00a0<b>\u00a0<\/b>\u00e9 nula. Mas n\u00e3o o alimentar \u00e9 negar-me. E por que n\u00e3o? N\u00e3o ser\u00e1 a nega\u00e7\u00e3o uma outra modalidade do existir?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: right;\">Elsa Cerqueira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota marginal um Tenho o privil\u00e9gio de pertencer ao Cineclube de Amarante. Sou contempladora de filmes. Nem a primeira afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 premissa, nem a segunda conclus\u00e3o necess\u00e1ria. Mas este elo, esta alian\u00e7a, proporciona-me o acesso a v\u00e1rios tipos de cinematografias. Sou presenteada todas as semanas com um filme. 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